CERIMÓNIA DE APRESENTAÇÃO DE CUMPRIMENTOS DE FIM DO ANO

AO LÍDER HISTÓRICO E PRESIDENTE DA FNLA

 
29 de Dezembro de 2006. São 15 horas.
 
O minúsculo quintal do Presidente Álvaro Holden Roberto está preenchido de várias centenas de militantes que vieram de quase todos os bairros da capital do País. A partir do portão da entrada principal, passando pelas duas alas de estacionamento de viaturas, até à varanda, todo local está invadido.
 
O Presidente Álvaro Holden Roberto sai da sua sala de estar, dirige-se à ala esquerda do quintal e instala-se à mesa do presidium, aí erguida para a ocasião, tendo à sua direita o 2º Vice-Presidente do Partido, Irmão Ngola Kabangu e à sua esquerda o Secretário Geral Interino, Irmão Nimi a Simbi. 
 
Terminada a instalação, é cantado o hino do Partido, observado o minuto de silêncio em memória dos heróis tombados pela Pátria e é ouvida a oração de intercessão a Deus, proferida pelo Rev. Gomes Miranda.
 
A convite do Protocolo, o Presidente Álvaro Holden Roberto levanta-se, seguido do Vice-Presidente e do Secretário Geral, para se colocar diante da mesa,a fim de receber os cumprimentos dos Membros do Bureau Político, do Comité Central, dos Membros do Secretariado Executivo dos Antigos Combatentes, da Coordenação Nacional da AMA, do Secretariado Nacional da JFNLA, dos Militantes e dos Simpatizantes.
 
Os cumprimentos duram quase 20 minutos e o Presidente acompanhado do Vice Presidente e do Secretário Geral, retoma o seu lugar.
 
O Secretário Geral Interino profere a sua alocução, durante a qual faz o balanço das actividades do ano findo e, apontando um dedo acusador ao Governo que mandou cancelar a nossa conta bancária, diz ser essa a causa dos  insucessos da FNLA nas tarefas agendadas mas não executadas e projecta para o próximo ano a realização do Congresso e a formação dos fiscais, bem como a conclusão das Assembleias Provinciais Electivas.
 
Seguidamente, o Protocolo anuncia a mensagem do Presidente. A sua alocução é curta em relação às habituais. Cita as causas dos  incumprimentos de algumas tarefas do Partido, nomeadamente a não realização do Congresso Extraordinário, porque cancelada a nossa conta bancária. Fala do Registo Eleitoral e aponta neles as falhas. Deseja que essas falhas inspirem-nos a corrigirmos os erros. Apela a todos os militantes para que se unam e esqueçam as querelas que os separam. Termina numa estrondosa salva de palmas com o slogan «Liberdade e Terra».
 
O convite é lançado a todos para a confraternização. A imprensa também participa. O ambiente é de descontracção total. É de liberdade. Ao fim da manifestação, lê-se no semblante de cada um, aquela expressão um quanto indefinível, que se pode traduzir por missão cumprida. 
 
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