TEXTO DA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA DO IRMÃO NGOLA KABANGU,

2º VICE-PRESIDENTE DA FNLA SOBRE A EXISTÊNCIA DE UM PRETENSO

“CARCERE PRIVADO” NA RESIDÊNCIA DE SEU FILHO 

 

... UM PRETENSO CÁRCERE PRIVADO !... 

O que se passa realmente? A TPA, no seu noticiário do dia 17 de Fevereiro de 2007, às 20h30,  pretendeu fazer crer a opinião nacional e internacional, que o cidadão Ngola Kabangu possuia um “cárcere privado” na sua propriedade, sita na Rua Eduardo Mondlane Nº 9, Munícipio da Maianga, habitada actualmente pelo meu filho Júlio Diasiwa Kabangu, e onde  pretensamente se encontrava retido como refém o cidadão Alberto Benedito, de 59 anos, natural do Huambo. 

QUEM É ALBERTO BENEDITO? Este cidadão é militante da FNLA e Antigo Combatente do ELNA que, depois de  ter estado durante muito tempo internado na Clinica Mossamba, sita no bairro Petrangol,  sem informação e meu  prévio acordo, o Dr. Kela, na altura Director Clínico, da referida clínica, deixou o Antigo Combatente Alberto Benedito, em estado de profunda debilidade, defronte ao portão da minha propriedade acima mencionada. 

Comovido pelo seu estado fisíco, (o cidadão Alberto Benedito já era na altura totalmente paralítico),  e por ser militante do nosso Partido e Antigo Combatente do ELNA, recolhi-o  e instalei-o comodamente numa cama. Isso passou-se em 1997. Durante a sua estadia na residência supracitada, o Antigo Combatente Alberto Benedito era cuidado e alimentado pessoalmente por mim. Quando deixei a residência, o meu filho, sua esposa e seus filhos continuaram o meu trabalho  social. 

PORQUE QUE ELE NÃO PARTIU PARA A CIDADE DO HUAMBO COMO DESEJAVA

Durante a sua estadia na residência acima referenciada, perguntei várias vezes ao Antigo Combatente Alberto Benedito onde se encontravam os seus familiares directos, pais, mulher e filhos. Ele dizia-me sempre que os mesmos podiam ser localizados na cidade do Huambo, no Bairro Santo António e em Mbanza-Kongo. Para verificar esta informação, encarreguei vários militantes nossos, sediados nestas cidades  para tentarem localizar os ditos familiares, o que não foi possível até hoje. Mas, enquanto aguardávamos pela localização dos seus familiares, repito,  meu filho, sua esposa e filhos, e eu pessoalmente continuamos a assistir e alimentar o Antigo Combatente Alberto Benedito. 

Não se tratava, portanto, de nenhum refém retido no interior de um pretenso cárcere privado de Ngola Kabangu, como pretenderam falsa e sadicamente fazer crer a Televisão Pública de Angola, o Jornal de Angola e outros órgãos de Comunicação Social do Estado. 

COMO  APARECERAM AS IRMÃS E OS IRMÃOS DA IGREJA DO BOM DEUS

A pedido do próprio Antigo Combatente Alberto Benedito, que desejava ter a assistência espiritual de certas irmãs e  irmãos da Igreja do Bom Deus, sediada no Município da Maianga, o meu filho e sua esposa autorizaram prontamente a vinda de tais elementos, que visitavam regularmente o irmão acima referido. Para mais precisão, trasmito-vos os nomes de certos Responsáveis da referida Igreja : 

1º Irmão Pina (Telefone        : 912.91.38.93

2º      “    José (Zé) Telefone            : 923.82.31.45 

Como se pode, pois, constatar as irmãs e os irmãos da Igreja do Bom Deus não fizeram nenhuma descoberta, nem visitavam um cidadão retido como refém num pretenso cárcere privado, mas foram devida e oficialmente autorizados a fazer regularmente o seu trabalho espiritual. Aliás, seria um contra-senso que, eu  como cristão praticante, proibisse um irmão em Cristo de beneficiar dos serviços espirituais de uma Igreja de sua escolha. 

A minha propriedade, onde habita actualmente o meu filho e sua família nuclear não é, certo, uma Clínica, mas garantíamos toda assistência ao nosso militante e Antigo Combatente do ELNA de acordo com as condições gerais, que muitos conhecemos, especialmente oferecidas aos Antigos Combatentes. 

A QUESTÃO DA CADEIRA DE RODAS

Para demonstrar o nosso amor e preocupação pelo estado de saúde do nosso militante e Antigo Combatente, Alberto Benedito, a minha nora, portanto,  a esposa de meu filho Júlio Diasiwa Kabangu, em 2004, contactou a ONG HANDICAP, sita no bairro Kassenda, Município da Maianga, para a obtenção de uma cadeira de rodas para ajudar o nosso irmão e Antigo Combatente a movimentar-se sem qualquer restrição. Para materializar este pedido, a Administradora da ONG acima mencionada, Senhora ELODIE LA BARTH, a minha nora e o próprio Alberto Benedito deslocaram-se até ao Centro de Reabilitação Física, sito em Viana.  Seria, pois, bom perguntar ao interessado, que se encontra internado no Hospital Maria Pia/Josina Machel, qual o destino que ele deu a referida cadeira. O que a minha nora e o meu filho apuraram, é que a mesma foi remetida à um cidadão chamado João, que a vendeu.  Quem estiver interessado em saber mais, que consulte ou interrogue o próprio Antigo Combatente Alberto Benedito ou o tal cidadão João, que mora no mesmo bairro onde se situa a minha propriedade ! 

Por conseguinte, toda essa história de cárcere privado é uma pura invenção daqueles que se obstinam criminosamente a denegrir não só o bom nome, a imagem e a dignidade de Ngola Kabangu, mas também e sobretudo de um Partido, a FNLA, que muito contribuiu  para libertar Angola. Se não, como compreender toda essa garra da TPA, do Jornal de Angola e de outros órgãos de Comunicação do Estado ao transmitirem uma informação tendenciosa e falsa ? Os objectivos são claríssimos : ATINGIR UM CIDADÃO, MILITANTE E UM DIRIGENTE CONSEQUENTE, NGOLA KABANGU, E UM PARTIDO, A FNLA, QUE AINDA REPRESENTA AS  PROFUNDAS ASPIRAÇÕES DE MILHÕES DE ANGOLANAS E DE ANGOLANOS. 

O meu filho, sua esposa, filhos e eu próprio cumprimos com o nosso dever político e social, continuando a agasalhar, assistir e a alimentar um militante e um Antigo Combatente do nosso Partido, esperando que se localizasse os seus familiares directos. Temos, portanto, as nossas consciências tranquilas. 

Depois de dez anos de uma luta titânica pela sobrevivência desse irmão, francamente gostaria de saber quantos estariam dispostos a guardar uma pessoa como essa, que fazia todas as suas necessidades na cama ...  

Finalmente, queria solenemente assegurar a toda Sociedade Angolana e a opinião pública internacional, que eu e toda minha família nuclear  colocamo-nos à inteira disposição de qualquer instituição governamental ou judicial para todo e qualquer esclarecimento suplementar sobre este  episódio de uma telenovela fabricada com todas as peças pela Televisão Popular de Angola – TPA -, e pronta e vigorosamente retomada por outros órgãos da Comunicação Social do Estado, financiados pelo Orçamento Geral do Estado com dinheiros provenientes dos impostos pagos por todos os cidadãos angolanos de Cabinda ao Cunene. 

MUITO OBRIGADO