DISCURSO DO PRESIDENTE DA FNLA, IRMÃO
NGOLA KABANGU, PRONUNCIADO NA SESSÃO DE ENCERRAMENTO DO
CONGRESSO EXTRAORDINÁRIO DA FNLA, NO CINE SÃO JOÃO, DIA 9 DE NOVEMBRO DE
2007
Exmos Senhores Presidentes e
Representantes de Partidos Políticos,
Exmos Senhores Representantes do
Corpo Diplomático,
Distintos Convidados,
Caros Congressistas,
Militantes, Simpatizantes e Amigos
da Grande Família FNLA,
Saúdo a presença dos nossos distintos convidados,
reiterando a todos os meus sinceros agradecimentos por mais esta
manifestação de solidariedade e de amizade, que nos assegura de que nunca
estivemos sós.
Dirijo-me especialmente aos Ilustres Congressistas a
quem solicitamos democraticamente os seus votos. Eles não só aceitaram o
desafio mas também responderam pronta e generosamente, exprimindo-se nas
urnas. A todos eles, sem excepção, o meu muito obrigado por me terem
eleito.
É, pois, justo que os meus agradecimentos se estendam à
todas estruturas do nosso Partido, da base ao topo, que responderam ao
apelo da Direcção, participando e contribuindo material e financeiramente
para a realização do Congresso cujos trabalhos encerram dentro de horas.
Aos sectores mais dinâmicos do Partido, nomeadamente a
AMA, os Antigos Combatentes e a JFNLA, uma palavra de apreço, de estima e
de consideração por terem sabido honrar e dignificar o seu estatuto de
pontas de lança da imortal e indivisível FNLA.
As urnas, como mandam as regras democráticas
universais, proclamaram um vencedor do pleito eleitoral. Mas, eu afirmo
com humildade e sinceridade que, se há um vencedor, este vencedor é, sem
sombra de dúvida, a Grande Família FNLA.
Em democracia transparente e participativa, não há nem
vencedores, nem vencidos. Todos ganham, porque apostam no fortalecimento
da democracia, e no caso específico da FNLA assistimos ontem, felizmente
brindados com vários órgãos de Comunicação Social nacionais e
estrangeiros, à um belo exercício de democracia interna.
Para além dos resultados proclamados, a refrega
eleitoral entre filhos de uma mesma família, permitiu aquilatar a
determinação e a firmeza de um Partido ameaçado de sufoco
político-jurídico-financeiro.
Dirigindo-me agora e de maneira fraterna aos meus
Queridos Irmãos Carlinhos Zassala e Miguel Damião, quero pedir-lhes que
não olhem para Ngola Kabangu como um vencedor absoluto, mas como um
companheiro de luta, que foi colocado na vanguarda pelos Militantes, pela
reafirmação e valorização da nossa histórica, gloriosa, imortal e
indivisível FNLA.
Convido-vos, pois, Caros Irmãos, a lutarmos juntos para
a reconquista do nosso lugar no cenário político angolano. A FNLA precisa
de todos os seus Quadros, Militantes, Simpatizantes, igualmente dos seus
numerosos Amigos espalhados pelo mundo.
Aos meus irmãos que optaram pela política da cadeira
vazia, quero dizer-lhes fraternalmente que as suas cadeiras não estão
vazias mas reservadas, a espera de todos, para que continuemos o diálogo
fraterno, aberto e democrático no seio das estruturas do Partido, da base
ao topo.
À Comissão Preparatória, vão os nossos sinceros
agradecimentos, pelo espírito de entrega total, de sacrifício, de
determinação e firmeza e sobretudo, de isenção, atributos que nortearam a
sua difícil mas nobre missão.
E como aprendemos com os sábios, que dizem: “a todo o
Senhor, toda a honra”, fica aqui expresso o reconheciemento de servidor
fiel do Partido, ao conciliante Coordenador da Comissão supra-citada, Nimi
a Simbi: Cumpriu cabalmente a sua missão.
Não poderia terminar a minha breve intervenção sem
lançar um veemente apelo à Grande Família FNLA para que mantenha a mesma
determinação e dinâmica, para enfrentarmos o desafio mais próximo, as
eleições gerais em Angola. Preparemo-nos em todo o espaço nacional para
participarmos nelas plenamente e com uma visão de vitória, o que nos
permitirá aplicar integralmente o nosso Programa: LIBERDADE E TERRA.
Dito isto, declaro encerrados os trabalhos do Congresso
Extraordinário da Frente Nacional de Libertação de Angola- FNLA.
YEMBE YO, YOYESA!
FNLA OYE!
TODOS POR UMA ANGOLA, UMA ANGOLA PARA TODOS!
LIBERDADE E TERRA