JUVENTUDE DA FRENTE NACIONAL DE LIBERTAÇÃO DE ANGOLA
JFNLA
ASSEMBLEIA ALARGADA
COMUNICADO
FINAL
Ao abrigo dos pontos 2 e 3 do
artigo 10º dos Estatutos do Partido, combinados com o artigo 19º dos
Estatutos da JFNLA e conjugados com o ponto nº1 do artigo 15º do
Regulamento Interno da Organização Juvenil do Partido, decorreu em Luanda,
no Anfiteatro do Cine São Domingos, aos 15 de Abril de 2006, pelas 10
horas, a Assembleia alargada da JFNLA, com a participação de mais de 200
membros, orientada pelo irmão JOSE FERNANDO FULA “ Tozé ”, Secretário
Geral Interino, ladeado dos irmãos Miguel Ginga e Mfinda Leonardo
Matubakana, Secretário Geral Adjunto Interino e Secretário para os
assuntos económicos e planeamento respectivamente.
A Assembleia debruçou-se
sobre a seguinte Agenda de trabalhos:
1.
Informação sobre Assembleia
Alargada;
2.
Apresentação dos Secretariados
Nacional e Geral;
3.
Apresentação do plano de
actividades para 2006;
4.
Reflexões sobre a situação interna
do Partido;
5.
Análise da situação política e
sócio-económica do País.
Após
uma longa e entranhada reflexão, os participantes culminaram às seguintes
considerações e recomendações:
1)
Situação funcional da Organização juvenil do Partido:
- Tendo em conta o marasmo que afectou a JFNLA, pela
indisponibilidade do seu Secretário Geral, manifestaram a sua
solidariedade pela reestruturação e /ou reorganização dos seus Órgãos
Nacionais, a saber : Secretariados Nacional e Geral;
- Aprovaram a composição do Secretariado Nacional de 61
membros.
- Adoptaram a composição do Secretariado Geral de 22
membros liderado por um Secretário Geral coadjuvado por um Secretário
Geral Adjunto, tendo 10 Secretarias tituladas cada por um Secretário
nacional auxiliado por um Secretário nacional Adjunto.
2)
Situação interna do
Partido
- Verificando-se o clima de arrufo
no Partido, recomendaram a todos os Dirigentes do Partido abraçarem uma
verdadeira reconciliação baseada no estrito cumprimento às normas
estatutárias e dos demais instrumentos jurídicos do Partido devendo
demonstrar fidelidade ao ideário da FNLA;
-
Encorajaram o Presidente do
Partido para usar das suas prerrogativas estatutárias a fim de tomar as
medidas punitivas a todos que tentam dividir ou obstruir o Partido.
- Vincaram a necessidade de
cumprimento incondicional do postulado democrático expresso nos
Estatutos da FNLA , a realização de eleições a todos os níveis do
Partido,
repudiando
energicamente o sistema de indicações ou de paridade.
- Decidiram imprimir maior dinamismo na abordagem dos
assuntos do Partido.
-
Exigiram a constituição duma comissão de alto nível do Partido que tenha,
para além dos representantes do Bureau Político, do Comité Central e da
Bancada Parlamentar, um representante da JFNLA, uma representante da AMA
e um antigo combatente, para junto das instituições do Estado solucionar o
litígio inerente ao bloqueio da conta bancária da FNLA.
- Recomendaram
celeridade no cumprimento das tarefas conducentes a realização do
Congresso Extraordinário do Partido mesmo em condições rudimentares
dada a escassez de recursos financeiros.
-
Reafirmaram a necessidade de salvaguardar os valores morais e cristãos que
sempre nortearam a conduta dos militantes da FNLA, de acordo a sua
ideologia democrata cristão assente no nacionalismo angolano, retratada no
ideário Liberdade e Terra.
3)
Situação Política e
sócio-económica do País
- Sendo o dia 14 de Abril uma data pertencente
à JMPLA, mantiveram a sua decisão de impugná-la como dia Nacional da
juventude e exigiram que fosse adoptada para o efeito uma data apolítica
em que se revisse toda juventude angolana.
-
Constatando o desemprego e outros males a grassarem a juventude, decidiram
acatar a orientação do Presidente do Partido que consiste no envolvimento
dos jovens no planeamento e implementação de programas que visam a sua
realização e afirmação na sociedade, vincando como estratégia na questão
da empregabilidade, o investimento na educação, a garantia das
oportunidades iguais, o empreendedorismo e a criação de emprego como parte
da política macro-económica .
Luanda, aos 16 de Abril de 2006.
A ASSEMBLEIA