FORMALIZAÇÃO DE CANDIDATURA DO MILITANTE NGOLA KABANGU

 

CANDIDATURA DO MILITANTE NGOLA KABANGU À PRESIDÊNCIA DA FNLA

AO 

Irmão : ________________________________________

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Meu Caro Irmão, 

Calorosas saudações fraternais. 

A FNLA, nosso Partido, nossa esperança, está neste momento face ao seu destino, em outros termos, perante um desafio decisivo que poderá determinar o seu futuro. 

Com efeito, estão em curso os preparativos para a realização do tão esperado Congresso Extraordinário que, entre outras decisões, deverá eleger uma nova Direcção e, evidentemente, um novo Presidente. 

É, pois, por esta razão que me dirijo a si pessoalmente para partilhar consigo as preocupações quanto ao futuro da Grande Família FNLA., profundamente convencido de que o seu contributo e o seu voto farão a diferença democrática. 

Consciente das minhas responsabilidades históricas e políticas, e tendo em conta a minha longa militancia (1958-2007) e experiência, e considerando ainda o APELO que me foi lançado pelos Militantes, Simpatizantes  e Amigos de Cabinda ao Cunene, DECIDI CANDIDATAR-ME À PRESIDENCIA DA GRANDE FAMÍLIA FNLA, para continuar a servir fielmente o Partido do meu coração

Assim, para materializar este desejo e determinação, SOLICITO O SEU VOTO CONSCIENTE E DEMOCRÁTICO, e juntos e unidos faremos da FNLA uma verdadeira alternância democrática ao poder, pronta para governar Angola em 2008 e aplicar, enfim, o seu programa maior: LIBERDADE, JUSTIÇA E PROSPERIDADE SÓCIO-ECONÓMICA PARA TODOS OS ANGOLANOS DE CABINDA AO CUNENE. 

Como pode, pois, constatar, Meu Caro Irmão, trata-se não só de um desafio, mas também e sobretudo de um programa para salvar Angola e restaurar a dignidade do Homem Angolano. 

Contando firmente com o seu VOTO DECISIVO, desejo-lhe felicidades, paz e saúde. 

Fraternalmente, 

NGOLA KABANGU

Candidato à Presidência da FNLA

 

 

CANDIDATURA DO MILITANTE NGOLA KABANGU

À PRESIDÊNCIA DA FNLA 

 

EU, Ngola Kabangu, Militante da UPA (de 1958 a 1962) e da FNLA, inscrito oficialmente a 15 de Abril de 1962, em Léopoldville, capital da actual República Democrática do Congo, declaro por minha honra, RESPEITAR E HONRAR a memória do Líder Histórico e Presidente Fundador da FNLA, Irmão ÁLVARO HOLDEN ROBERTO, e assumo o compromisso de lutar e defender política e democraticamente os seus ensinamentos e a sua obra, assegurando assim a sua perenização. 

Luanda, aos 13 de Outubro de 2007.- 

O Militante NGOLA KABANGU,

Candidato à Presidência da FNLA

 

 

MOÇÃO DE ESTRATÉGIA DE CANDIDATURA DO MILITANTE NGOLA KABANGU

AO CONGRESSO EXTRAORDINÁRIO DA FNLA.

“DEMOCRATIZAR A FNLA” 

A Moção de Estratégia que decidi apresentar ao Congresso Extraordinário, como o título indica, tem por objectivo fundamental democratizar profundamente o Partido e introduzir reformas visíveis, viáveis e funcionais, respeitando contudo a essência histórica da FNLA, porquanto existem tentativas e esforços que vão no sentido de desvirtuá-la, porque reformar nunca pode significar adulteração de valores e princípios de um Partido nacionalista, que conduziu de maneira heróica e vitoriosa a Luta de Libertação Nacional, tendo mobilizado e enquadrado no seu seio a maior franja de patriotas angolanos. 

Com efeito, a FNLA é um Partido Político cujas origens remontam a 7 de Julho de 1954, data da fundação do primeiro partido angolano com caracteristicas nacionalistas bem vincadas. Refiro-me a UPNA (União dos Povos do Norte de Angola). Apesar da presença da palavra norte de Angola, esta organização política pioneira já tinha uma visão nacional, o que veio a confirmar-se quando ela se transformou, em princípios de 1958, em União das Populações de Angola (UPA), a percursora da Luta de Libertação Nacional, em 15 de Março de 1961. 

Nos seus esforços de unificar as forças nacionalistas existentes na altura, a UPA fusionou com o Partido Democrático Angolano (PDA), dando assim nascimento, em 27 de Março de 1962, à Frente Nacional de Libertação de Angola, partido de grande dimensão nacional e com objectivos políticos claramente definidos, sobretudo no que diz respeito à Reconciliação Nacional e a Reconstrução de Angola. É, pois, esta essência histórica e a dimensão nacional que é preciso salvaguardar, defender democraticamente e perenizar. 

Assim, para mim, democratizar e reformar o Partido, embora seja uma necessidade imperiosa e incontornável para assegurar o verdadeiro lugar da FNLA no cenário político angolano, este processo não pode ser levado a cabo, atropelando os seus fundamentos e destruindo a sua essência histórica. 

Estou consciente de que é preciso continuar o processo de modernização das mentalidades, aprofundar o espírito de abertura e de diálogo permanente no seio do Partido, preparando assim este último para as grandes transformações e reformas que a nova era democrática impõe, bem como para os desafios que se avizinham, destacando-se dentre eles as próximas eleições gerais. 

Um Partido Político que se considera uma alternativa democrática ao poder e impulsionador de transformações políticas democráticas no País, tem de passar ele próprio por profundas transformações, mas importa que todo este processo seja levado a cabo tendo em conta e ouvindo a opinião de todos os Dirigentes, Quadros, Militantes, Simpatizantes e os sectores mais dinâmicos do Partido, os Antigos Combatentes, a AMA e a JFNLA. Em suma, é preciso que reúnamos o consenso em torno desta questão vital para o futuro da histórica, gloriosa, indivisível e imortal FNLA. 

Com a minha Moção de Estratégia DEMOCRATIZAR, PRESERVANDO A ESSÊNCIA HISTÓRICA DA FNLA tenciono, caso seja eleito, implementar durante o meu mandato democrático o seguinte PROGRAMA POLÍTICO, SOCIAL, ECONÓMICO E CULTURAL: 

1.      – Respeitar rigorosamente o mandato democrático atribuido pela Magna Assembleia da FNLA, o Congresso, e restituí-lo a este mesmo órgão logo que ele termine estatutariamente. 

2.      Respeitar e fazer respeitar rigorosamente os Estatutos, o Regulamento Interno e o Regulamento de Disciplina do Militante. 

3.      Respeitar, fazer respeitar e implementar rigorosamente as decisões, recomendações e resoluções soberanas do Congresso. 

4.      Respeitar, fazer respeitar e trabalhar democraticamente com as estruturas aprovadas e eleitas pelo Congresso. 

5.      Valorizar o papel dos quadros permanentes e não permanentes do Partido. 

6.      Valorizar e dinamizar o papel fundamental dos Antigos Combatentes, das Mulheres e dos Jovens na reimplantação do Partido em todo o território nacional. 

7.      Dinamizar a politica de defesa dos direitos fundamentais e inalienáveis dos Antigos Combatentes do ex-ELNA, e lutar democrática e energicamente pela sua reinserção social na sociedade angolana. 

8.      Promover uma verdadeira política de defesa e de promoção dos direitos fundamentais e especiais das Mulheres e dos Jovens, instando o Governo a assegurar-lhes o acesso a uma melhor educação, alimentação, saúde, formação técnico-profissional, formação superior e emprego digno. 

9.      Valorizar, defender e impulsionar a política de democratização profunda do Partido a todos os níveis. 

10.  Valorizar e impulsionar a política de reformas em todos os sectores do Partido. 

11.  Consolidar as estruturas do Partido e dinamizar e sua reimplantação em todo o território nacional. 

12.  Promover um programa dinâmico de formação de quadros não só político-administrativos, mas igualmente noutros ramos da ciência com a finalidade de colocá-los ao serviço do Partido e do Estado Angolano. 

13.  Promover uma política dinâmica de relações com as outras Forças Politicas Angolanas, com a Sociedade Civil, as Igrejas e com outros sectores dinâmicos da Nação. 

14.  Promover uma diplomacia dinâmica aberta ao mundo, mas sem nenhum enfaudamento a nenhum bloco poítico-ideológico, priorizando contudo as nossas relações com a Grande Família Democrato-Cristã, mantendo assim o nosso Partido firme e fiel aos princípios de uma força política do centro. 

15.  Promover uma política de contactos bilaterais com as Forças Democraticas dos países de língua oficial portuguesa, vulgo PALOP. 

16.  Enriquecer, através de debates abertos e democráticos no seio do Partido, o Projecto de Sociedade, tendo o homem angolano como ponto de partida e de chegada. Os valores e as realidades angolanas, políticas, sociais, económicas e culturais deverão ser referências obrigatórias, porquanto trata-se de um documento altamente estratégico e  arma eleitoral do Partido, em suma o nosso Programa de Governo. 

Caberá, pois, ao Congresso, a mais alta instância do Partido, debater democraticamente e aprovar na sua forma definitiva o PROJECTO DE SOCIEDADE. 

17.  Defender, valorizar e encorajar a utilização e o ensino das línguas nacionais no seio do Partido. 

Assim penso, humildemente, que a minha Moção de Estratégia que servirá para elaboração de um Programa Político, Social, Económico e Cultural claro, inequívoco, viável e aplicável,reúne as condições morais, éticas, políticas para suscitar um debate livre, transparente, profundo e democrático, permitindo assim ao Partido dotar-se de um instrumento precioso não só para a sua dinamização, mas também e sobretudo para a recuperação do seu prestígio e do seu verdadeiro lugar no cenário político angolano. 

A FNLA ainda é a esperança profunda de milhões de Angolanos de Cabinda ao Cunene. Por esta razão, APELO às vossas consciências e SOLICITO O VOSSO FIRME APOIO para que, juntos e unidos, levemos a FNLA à vitória, portanto, ao poder. Nós somos um Partido com vocação de governar. Não percamos, pois, esta suprema oportunidade. 

CONFIO NA VOSSA CONSCIENTE E SÁBIA DECISÃO. EM OUTROS TERMOS, PRECISO DOS VOSSOS VOTOS, PARA MATERIALIZAR UM DEVER E DETERMINAÇÃO: SERVIR, SEMPRE   E SEMPRE A GRANDE FAMÍLIA FNLA E O POVO ANGOLANO. 

TODOS POR UMA ANGOLA, UMA ANGOLA PARA TODOS

LIBERDADE E TERRA 

O Vosso Humilde Servidor

NGOLA KABANGU

 

TRAJECTÓRIA POLÍTICA DE NGOLA KABANGU  

Nome: NGOLA KABANGU 

Data e local de nascimento: 14 de Fevereiro de 1943,  Bairro Operário - Luanda 

Filho de: Júlio Neto (natural de Kalumbo/Luanda) 

e de: Domingas José Kabangu (natural das Ingombotas/Luanda) 

Habilitações Literárias: Diplomado em Engenharia Electrónica pelo INSTITUTO SUPERIOR DE ELECTRÓNICA DE KRANJ- ex-República Federativa da Jugoslávia  (actual República da Eslóvenia) 

Profissão : Engenheiro Electrónico 

PERCURSO POLÍTICO 

De 1958 a 31 de Março de 1962: Militante da União das Populações de Angola (UPA). Militou na histórica Célula do Sambizanga/Luanda, coordenada pelo inesquecível e histórico Domingos Mateta. 

Partida de Luanda (Porto de Cabotagem) : 12 de Março de 1962, às 17 horas, à bordo do Palhabote D. Diniz. 

Chegada à Cabinda : 13 de Março de 1962, às 5 horas 

Partida para a República Democrática do Congo  : 31 de Março de 1962, às 00 horas 

Chegada à Moanda – República Democrática do Congo : 1 de Abril de 1962, às 6 horas 

De 1962 à presente data: Militante da Frente Nacional de Libertação de Angola – FNLA – (inscreveu-se oficialmente em 15 de Abril de 1962, em Léopoldville

CARGOS OCUPADOS 

De Abril 1962 a Novembro 1963 : Responsável Adjunto do Protocolo da JFNLA e membro da Redacção Central do BOLETIM “JUVENTUDE REVOLUCIONÁRIA”, órgão de informação da JFNLA. 

De Novembro de 1963 a Novembro de 1969: Estudante na República Federativa da Jugoslávia  (actual República da Eslóvenia) 

De Novembro de 1969 a 1970:  Secretário particular do Secretário de Estado da Guerra do Governo Revolucionário de Angola no Exílio -GRAE -, Fernando Pio do Amaral Gourgel. 

De 1970 a 1971 : Secretário Geral Adjunto da UPA (antes da fusão total de todas as estruturas da UPA e do PDA) 

De 1971 a 1972 : Membro do Estado Maior do ELNA (Responsável do Departamento do Pessoal) 

De 1972 a 1975 : Ministro do Interior e Coordenador dos Serviços de Segurança da FNLA, e exerceu igualmente, por acumulação, as funções de Co-Coordenador do Departamento de Formação e Orientação de Quadros 

-Em 1975 fez parte da delegação da FNLA que participou nas Cimeiras de Mombaça (Kenya) e de Alvor (Portugal) para a elaboração da Plataforma da Independência de Angola

- De 10 a 15 de Janeiro de 1975, participou na Cimeira de Alvor, como membro efectivo da delegação da FNLA. 

De 31 de Janeiro  a 11 de Novembro de 1975: Ministro do Interior do Governo de Transição em Luanda e no Uige 

-De 15 a 21 de Junho de 1975 fez parte da delegação da FNLA na Cimeira de Nakuru (Kenya) para salvar o Governo de Transição, que estava ameaçado de desintegração devido às manobras do governo pro-comunista de Portugal

De 1976 a Novembro de 1979 : Membro do Bureau Político e Encarregado da Formação de Quadros da FNLA 

De 1979 a 1991 : Coordenador do Comité Regional da FNLA em África, cobrindo o interior de Angola e as estruturas da FNLA em certos países africanos. 

De 1992  a 2000 : Secretário Permanente do Bureau Político da FNLA 

De 2000 a  22 de Outubro de 2004 : Secretário Geral da FNLA 

De 22 de Outubro de 2004 a 20 Abril de 2006  : 2º VICE-PRESIDENTE DA FNLA

De 21 de Abril a 17 de Setembro de 2006 : PRESIDENTE INTERINO DA FNLA 

 A partir de 20 de Março de 2007,  devido ao estado de saúde do Presidente Álvaro Holden Roberto, assume interinamente a PRESIDENCIA DA FNLA, funções que continua a exercer após o seu passamento físico, a 2 de Agosto de 2007. 

Em 22 de Agosto de 2007, durante uma reunião extraordinária do Bureau Político, é confirmado como Presidente Interino até a eleição e tomada de posse de uma nova direcção da FNLA, a  sair do próximo Congresso Extraordinário, marcado para os dias 5, 6 e 7 de Novembro de 2007 

No dia 5 de Setembro de 2007, na sessão de encerramento, o Comité Central ratifica a decisão do Bureau Político, e confirma NGOLA KABANGU nas funções de Presidente Interino da FNLA até a eleição e tomada de posse da nova Direcção a ser eleita pelo Congresso Extraordinário marcado para os dias 5, 6 e 7 de Novembro de 2007. 

Luanda, 13 de Outubro de 2007.- 

O Militante NGOLA KABANGU

Candidato à Presidência da FNLA

 

 

FRANCISCO  PAKA  NENGANGA    MANDATÁRIO DO CANDIDATO NGOLA KABANGU

                                                                      

                                                            Luanda, aos 13 de Outubro de 2007 

AO 

IRMÃO

NIMI-A-SIMBI

COORDENADOR DA COMISSÃO PREPARATÓRIA DO CONGRESSO EXTRAORDINÁRIO DA FNLA 

L U A N D A 

EU, Francisco Paka Nenganga, Militante Veterano e Co-Fundador da UPA e da Frente Nacional de Libertação de Angola-FNLA- (vide História da FNLA),  por minha honra,  venho por esta via, confirmar que verifiquei toda a documentação em anexo, o que me habilita formalizar a candidatura de NGOLA KABANGU, militante histórico da UPA e da FNLA, à Presidência da FNLA. 

Com as mais respeitosas saudações fraternais, subscrevo-me, 

Francisco Paka Nenganga,

Mandatário do Candidato NGOLA KABANGU

 

CANDIDATURA DO MILITANTE NGOLA KABANGU À PRESIDÊNCIA DA FNLA 

DECLARAÇÃO DE BENS ECONÓMICOS 

EU, Ngola Kabangu, Militante da UPA (de 1958 a 1962) e da FNLA, inscrito a 15 de Abril de 1962, em Léopoldville, capital da actual República Democrática do Congo, declaro por minha honra, possuir à esta data os seguintes bens económicos : 

1)      Uma residência sita na Rua Eduardo Mondlane Nº 52, no Município da Maianga, em Luanda, que me foi atribuida pelo Governo de Angola, em 1992. 

2)      Um terreno sito num perímetro urbanizado, no Bairro Benfica, Município da Samba,

que me foi atribuido pelo Governo Provincial de Luanda, em 1992. 

3)      Um terreno, em associação com a minha esposa, sito numa zona agricola, no Bairro 

Benfica, Município da Samba, comprado com um crédito bancário, que nos foi concedido pelo Banco de Comércio e Indústria – BCI-. 

4)      Uma viatura de serviço, de marca Volvo/turismo, que me foi concedida pelo malogrado Líder Histórico e Presidente, Irmão ÁLVARO HOLDEN ROBERTO. 

Luanda, 13 de Outubro de 2007.- 

O Militante NGOLA KABANGU

Candidato à Presidência da FNLA