Mensagem de
pesar pelo desaparecimento do
Presidente Álvaro Holden
Roberto, líder histórico angolano,
Alemanha
Holden Roberto,
líder político, amante da paz e um dos lutadores destacado da história
nacional e para a independência total de África. Nesta hora de mágoa e
tristeza para a grande família FNLA, os amigos e simpatizantes deste
partido histórico e nacionalista africano, venho em nome da Organização a
IAADH e.V. exprimir os nossos pesámos pela perda irreparável do que
considero como o herói genuíno e filho da terra angolana, o falecido
« Mais Velho Álvaro Holden Roberto », também nosso irmão e companheiro de
luta pela paz sem armas de fogo que também lutou pela uma justiça
distributiva em Angola.
Foi com enorme
consternação e emoção que a Direcção da IAADH (Iniciativa Angolana
Antimilitarista para os Direitos Humanos), recebeu a triste noticia
proveniente do Bureau Político da FNLA sobre o falecimento do Mais Velho
Álvaro Holden Roberto, então Presidente do mesmo partido político
histórico angolano e opositor firme contra o sistema militarista e
injusto, estabelecido em Angola a pôs independência.
"Só choramos a
quem conhecemos melhor". Chocado pela notícia e a humilhação imposto pelo
regime durante a sua vida política desde de 1992 data das primeiras e
últimas eleições, as condições de Holden Roberto a viver em Luanda pouco
tempo antes de sua morte, chorei realmente por Álvaro Holden Roberto, que
sacrificou a sua vida determinante para a independência de Angola. Chorei
por essa Angola ingrata que não soube reconhecer o trabalho daquele último
líder histórico angolano.
Chorei em saber
que em Angola não existe uma classe política com coragem e determinação
para levantar a sua voz mais alta e forte contra a humilhação permanente
imposta aos angolanos que vem ceifando vidas dos filhos da pátria, levando
igualmente com a vida do líder que preferiu abster-se da ganância do
poder, enquanto os seus irmãos fazem carreira com armas em punho, e Choro
neste momento e partilho os pesámos com a família biológica, em companhia
de toda família FNLA, aquela que sempre o acompanhou neste seu duro e
tortuoso caminho de libertação da pátria que só revelou-lhe ingratidão
desumana assegurada pelos que manejam o poder em travessas injustas.
Conheci o Mais Velho Álvaro Holden Roberto pessoalmente, tornando em
amigo e companheiro na nossa luta pela uma verdadeira paz contra os
beligerantes senhores da guerra, contra as injustiças sobre tudo social e
das violações constantes dos direitos humanos.
Como criança,
aprendi a conhecer Álvaro Holden Roberto na altura em que meus país
financiavam uma luta justa ao lado de FNLA como do MPLA contra o
colonialismo ou o barbarismo colonial Português em Angola. Acompanhei
pessoalmente a história moderna angolana e aprendi através dos diferentes
relatórios que testemunham que o Mais Velho Álvaro Holden Roberto e seus
homens foram a força motriz da resistência do ferro e determinantemente
contribuíram globalmente para a derrota das forças colonial portuguesa na
nossa terra angolana. Por essa razão, é que muita gente particularmente
em Portugal, algumas marionetas dos antigos colonos portugueses
actualmente no poder em Luanda, nunca nutriram simpatia pelo Mais Velho,
recusando a dar-lhe o devido reconhecimento.
Oh Mais Velho
Holden,
os filhos genuínos e conscientes da pátria, te prestarão sempre homenagem,
porque ficarás para mim, assim como para a maioria dos angolanos como o
verdadeiro libertador de Angola que nunca te revelastes corrupto ou
marioneta das Superpotências mundiais no sentido de matar milhões de
angolanos para roubar as riquezas da sua terra.
Oh Mais Velho
Álvaro Holden Roberto!
eu sempre te defenderei, porque em 1976 deixastes as armas para
optar pela via não militar que visava a destruição total de Angola.
A actual falta de
respeito do regime angolano perante os heróis nacionais de outros
partidos, que
dedicaram as suas vidas para libertação de Angola, como apologista dos
direitos humanos, deu-me oportunidade de conhecer pessoalmente o Mais
Velho Álvaro Holden Roberto.
Chorei bastante
quando entre ano 2001 e 2002, os homens do poder sobre regime do MPLA,
confiscaram-lhe o passaporte diplomático recusando de prorrogarem a
validade violando os seu direito como cidadão angolano. Nessa altura, o
Mais Velho já tinha problemas de saúde sérios e se o regime respeitasse a
vida humana, Holden Roberto deveria beneficiar de uma junta medica fora
do país afim de ser tratado adequadamente. Mas o direito lhe foi negado
pelos homens do poder continuando a rejeitar-lhe o prorrogamento do seu
passaporte nacional. Como se não bastasse, cortaram as linhas telefónicas
de sua residência privando-o da telecomunicação.
Ainda me lembro
dos grandes prejuízos causados pela repressão eficaz para destruir a saúde
do homem por simples razão: O Mais Velho Álvaro Holden Roberto não aceitou
a corrupção do Presidente angolano para deixar-se manipular tendo
condenado a acção dos 2 beligerantes (José Eduardo dos Santos e o
falecido Jonas Savimbi), por terem sido os senhores da guerra.
Holden Roberto
amante da paz, vítima do sistema no poder estabelecido desde a
independência a que ele próprio sacrificou a vida inteira. As injustiças
levam-nos a protestar e condenar publicamente através dos órgãos de
informação nacionais e internacionais a humilhação permanente tais como as
violações das leis humanitárias cometidas contra o Mais Velho Álvaro
Holden Roberto.
Graças ao nossos
protesto assim como de outros amigos do Mais Velho, paziguaram a situação
levando os homens do poder a prorrogarem o passaporte e permitirem que o
Mais Velho saísse do país no principio do ano 2002 com destino á Paris,
onde Mais Velho Álvaro Holden Roberto por via telefónica, exprimiu a sua
gratidão a mim e ao meu colega Paulo Bunga pela determinação na acção da
IAADH contra as violações dos direitos humanos em Angola. "É estranho que
hoje o jovem (Matondo), que foi uma criança ontem e durante minha luta
para libertação dos Angolanos, grita e voa para socorrer-me, eu como um
dos libertadores dessa terra e líder histórico desse país.", disse-me ao
telefone o Mais Velho Álvaro Holden Roberto, quando esteve em Paris.
Fiquei muito triste e chorei muito! Chorei porque não tínhamos dinheiro
para poder ajudar financeiramente o nosso Mais Velho e amigo.
Lembro-me ainda do nosso
encontro em Munique meses depois em que falamos sobre muitas coisas e
estratégias para uma outra Angola, justa e dotado dum Estado do Direito.
Falei de minha ideia de publicar um livro sobre as bruxas do poder
angolano, o Mais Velho me encorajou de fazer. Rimos seriamente sobre o
título proposto.
Ele me encorajou muito na nossa luta pela paz e, a nossa luta contra o
militarismo permanente contra os oprimidos no sentido de se estabelecer um
Estado do Direito e uma justiça distributiva. Durante muito tempo pedi
muitas vezes ao Mais Velho de escrever sua memória á respeito da história
e a versão verdadeira da história da luta armada que findou com o regime
colonial, no sentido de deixar a todos os filhos da pátria mãe “Angola”,
um documento escrito sobre afirmações e/ou mentiras relativo à história da
guerra anti-colonial tanto falcificada pelos homens do MPLA que pensam ser
os únicos herdeiros da terra mãe “Angola”.
Durante o
encontro em Munique, Alemanha, o Mais Velho me prometeu de finalizar sua
memoria para uma publicação próxima. Fiquei sempre a esperar. Estou agora
a chorar porque não conseguimos preservar essa grande biblioteca. Angola
perdeu uma grande biblioteca. Mas agora espero por sapatos de defunto
Álvaro Holden Roberto ou sua memoria, que os dirigentes de FNLA devem
publicar imediatamente! A memória é património nacional e também para
Africa e o mundo que o Mais Velho deixou aos angolanos e não é um
património para os arquivos do partido.
Se os governantes
angolano fossem homens digno com caracter humano, deviam dar um tratamento
devido e até mesmo cronear o Mais Velho Álvaro Holden Roberto como simbulo
nacional, o seu único líder historico vivante. Mas Angola não deu este
privilegio, o que não é normal, por isso precisa-se duma mudança radical
do sistema ou do poder. Um dia tudo mudará nessa terra, ninguém é eterno
nessa terra, somos todos passageiros. Os homens do poder não ficarão
eterno, o seu poder nunca ficará eterno em Angola. Eles todos vão cair e
acabarão de morrer, como todos os homens! A vida é curta para todos! A
justiça pela qual o Mais Velho dedicou a sua vida vencerá e este será no
beneficio de todos os angolanos independentemente da origem, da lingua, da
pertença política, classe social, religião ou convicção. A grande
presente, que os restantes da FNLA poderá oferecer o falecido Mais Velho
Álvaro Holden Roberto, é de contribuir na erradicação desse poder ou
sistema injusta estabelecido em Angola para a instauração dum Estado
democrático, respeitando os valores humanas.
Ô Mais Velho
Álvaro Holden Roberto, eu ficarei cantar "Wansonga e nzila Holden Papa,
wansonga e nzila Holden Papa ".
Holden nos
faltará muito!
(Pela Direcção
de IAADH)
Emanuel Matondo