COMUNICADO FINAL
Convocada
extraordinariamente ao abrigo da alínea n) do número 4 do Artigo 19º dos
Estatutos do Partido, conjugado com o número 4 do Artigo 16º do
Regulamento Interno, a Comissão Política Permanente esteve reunida sob
orientação do Presidente, Irmão Ngola Kabangu, na Sede do Partido, em
Luanda, com a seguinte Agenda de Trabalho:
§ Único –
Análise do processo eleitoral em Angola
a)
Balanço do Registo Eleitoral
b)
Acções
de capacitação e de formação dos Agentes Eleitorais
Na verificação
do quorum, constou que dos 51 membros convocados, 32 estiveram presentes,
9 estão ausentes do País, 9 ausências justificadas e 1 não justificada,
estando, por isso, o quorum reunido.
Submetida à
plenária, a Agenda de Trabalho foi aprovada com o acréscimo de um ponto 2)
Diversos.
No discurso de
abertura, o Presidente do Partido, disse que não existe trabalho
organizado sem marcos nem objectivos claros e precisos. Esclareceu que os
nossos marcos são o percurso difícil e heróico trilhado pelos nossos
irmãos que morreram na esperança de verem uma Angola para todos e realçou
que nós somos os continuadores deste invejável percurso. Quanto aos
objectivos, eles são contidos no nosso percurso e que são a meta deste
último: a dignidade do Homem Angolano.
Falando sobre as
nossas relações com os Órgãos de Soberania, disse estarmos diante dum
dilema, ou nós é que estamos a confundir as coisas ou há uma tramóia
contra nós, em relação às nossas finanças e à nossa posição no Conselho da
República.
Quanto à
preparação do Partido para enfrentar as próximas eleições, recomendou que
todos devemos marcar presença nas células, bairros, comunas, municípios e
províncias levando o nosso dinamismo e o nosso fervor militante. Garantiu
ainda que as eleições ganham-se na sua preparação e os resultados são
confirmados com a votação massiva de todos aqueles que se revêm no nosso
Projecto de Sociedade.
Falando da sua
peregrinação ao Túmulo do Líder Histórico, no Kulumbimbi, disse que todos
quantos lá estiveram, foram recarregar as suas baterias.
A Comissão
Política Permanente, depois de analisar profundamente o processo eleitoral
em Angola, notou com apreensão a discrepância entre o número de registados
e as projecções feitas pela CIPE nos cadernos eleitorais.
A Comissão
Política Permanente lamenta profundamente a atitude negativa do governo
angolano, com relação aos fiscais da FNLA, que apesar dos inúmeros
contactos entabulados a nível ministerial e de terem recebido promessas de
se resolver tal litígio, até à data nada tenha sido decidido.
Durante a
reunião foi lida aos membros da Comissão Política Permanente a carta
dirigida ao Presidente da República, pelo Presidente do Partido.
A Comissão
Política Permanente recomendou:
-
Prosseguir os esforços junto das Autoridades constituídas, para que as
verbas destinadas ao pagamento dos Fiscais da FNLA sejam desbloqueadas,
bem como os fundos do Partido injustamente congelados.
- Concluir
o relatório sobre a recolha das fotocópias dos cartões de registo
eleitoral, junto dos nossos militantes, amigos e simpatizantes, precisas
no artº 62º da Lei Eleitoral.
- Concluir
a elaboração da estratégia eleitoral e definir as prioridades e as metas
de Campanha Eleitoral.
- Acelerar
a realização de Acções de Formação e Capacitação dos Agentes Eleitorais da
FNLA em todo o território nacional, bem como a realização de um workshop
atinente à matéria.
-
Propor ao Presidente a convocação e realização de uma reunião
extraordinária do Conselho Político Nacional, para melhor preparar o
Partido, com vista a enfrentar com eficiência as próximas eleições
legislativas.
Luanda, aos 16
de Janeiro de 2008.
A COMISSÃO
POLÍTICA PERMANENTE