DISCURSO PROFERIDO PELO PRESIDENTE DA FNLA,
IRMÃO NGOLA KABANGU,
NA 2ª REUNIÃO DA COMISSÃO POLÍTICA PERMANENTE,
REALIZADA NA SE DE PARTIDO, EM LUANDA,
AOS 16 DE JANEIRO DE 2007
Caros
Irmãos Membros da Comissão Política Permanente,
A todos os presentes quero,
uma vez mais, apresentar os meus sinceros e fraternais agradecimentos pela
vossa necessária e desejada presença. Estou certo, que cada um de nós tem
sido uma abelha diligente, neste imenso colmeial do Partido, cuja batalha
pela sobrevivência, não tem concedido repouso a ninguém.
Temos a ocasião de realizar
hoje a segunda reunião da Comissão Política Permanente, com a firme
determinação de continuar a impulsionar e afinar o Partido, de acordo com
o nosso voto da reunião anterior, para os desafios que nos esperam em
setembro próximo, as eleições legislativas em todo o território nacional.
Não percamos de vista que
toda a nossa acção deve assentar na trilogia ganhadora: coesão, unidade e
disciplina. A esta trilogia associa-se, como não podia deixar de ser, a
eficiência. Dissemos isso na reunião anterior e vamos repeti-lo, porque
não existe trabalho organizado sem marcos nem objectivos claros e
precisos.
Os nossos marcos são
representados pelo percurso difícil e heróico, trilhado pelos nossos
irmãos que se repousam com os nossos antepassados e que morreram na
esperança de verem uma Angola para todos. Nós somos os continuadores deste
invejável percurso e continuamos firmes e determinados a conseguirmos no
final deste percurso, a Angola para todos com que sempre sonhamos.
Os nossos objectivos estão
contidos no nosso percurso e são a meta deste último: a dignidade do Homem
Angolano. Todo o sacrifício que temos vindo a consentir culminará, cedo ou
tarde, pelo facto indiscutível e inegável da dignificação do Angolano na
sua terra, materializando o nosso Projecto de Sociedade, LIBERDADE E
TERRA.
No tocante às nossas relações
com os Órgãos de Soberania, podemos afirmar que estamos diante dum dilema.
Ou nós estamos a fazer uma tremenda confusão dos factos ou há uma tramóia
no julgamento que nos está a ser reservado, se nos quedarmos um instante e
cogitarmos sobre a nossa posição em relação às nossas finanças e em
relação ao Conselho da República. Não nos parece ser boa prática de
estado, misturar sentimentos com evidências, muito menos com as leis.
Estas práticas, que indiscutivelmente têm sido injustas, são as mesmas
utilizadas para nos afastarem dos nossos direitos adquiridos durante as
eleições de 92, cujas nefastas conseqüências, não param de ceifar milhares
de vidas anualmente, entre os nossos militantes.
O que é bizarro em tudo isso,
os provocadores desta situação sabem-no e deleitam-se com o enorme
sofrimento dos nossos irmãos, como se tivéssemos cometido o maior pecado
da História, por termos libertado Angola.
Caros Irmãos Membros da
Comissão Política Permanente,
Aproximam-se as eleições
legislativas e resta-nos pouco tempo para pormos à prova a nossa
capacidade de resistência às investidas anti-democráticas e subversivas.
Quantos permanecerão firmes diante do irresistível desejo de subverter a
natureza histórica da imortal FNLA?
É bom que saibamos todos, que
tudo isso não passa de um simples desejo e mais nada. Sejamos dignos,
firmes e consequentes. Só pode ser da FNLA quem tiver dignidade. É por
isso que muitos não conseguem cantar a nossa música, a música da Liberdade
e Terra, por desconhecerem a história e a estrutura partidária ou por
inépcia.
A preparação do Partido para
enfrentar o maior desafio do ano de 2008, as eleições legislativas, consta
da nossa agenda. Espero, pois, de todos, contributos que vão no sentido de
afinarmos o Partido da base ao topo. Vai ser necessário dinamizar o
trabalho, numa só palavra, devemos todos marcar presença junto das
estruturas de base do Partido, nas células, bairros, comunas, municípios e
nas províncias, levando o nosso dinamismo e o nosso fervor militante.
As eleições ganham-se na
preparação e os resultados são confirmados com a votação massiva de todos
aqueles que se revêm no nosso PROJECTO DE SOCIEDADE, que é o
desenvolvimento de duas palavras mobilizadoras e esclarecedoras, LIBERDADE
E TERRA.
Assim, aprovada
superiormente, a implementação dos programas de formação e capacitação dos
nossos agentes eleitorais nada deve sofrer nenhum atrazo. Devemos ser
exigentes para connosco próprios, exigindo igualmente prontidão na
execução das tarefas a todos aqueles indicados para tal. Só adoptando esta
postura responsável e militante é que estaremos à altura de cumprir com a
nossa nobre missão que consiste em lutar política e democraticamente pela
dignificação do Homem Angolano.
Venho do Kulumbimbi, onde fui
beber à fonte do Líder Histórico. Em outras palavras, fomos lá todos
carregar as nossas baterias. Faço questão de partilhar convosco o
sentimento de vigor e determinação que li nos irmãos que encontramos por
lá. Vi também espelhado nos seus semblantes a pujança de fé e paciência e
isso deu-me a certeza de que não nos desviamos do caminho traçado e o
Yembe e a sua obra serão sempre lembrados e dignificados.
Termino, reiterando o meu
apelo da vez passada, para que arregacemos as mangas e nos metamos todos,
da base ao topo ao trabalho, formando, capacitando e informando
correctamente os Militantes, Simpatizantes e Amigos da Grande Família
FNLA.
Declaro aberta a segunda
reunião da Comissão Política Permanente.
YEMBE OYÉ !
FNLA OYÉ !
LIBERDADE E TERRA !
Muito obrigado.