Juventude da FNLA apela ao desbloqueio das contas do partido|

A Juventude da Frente Nacional de Libertação de Angola (JFNLA) lançou sábado um apelo às instituições de direito, particularmente aos órgãos de justiça, para que liberem a verba a que a FNLA tem direito, por considerar que já não existem razões para o bloqueio.
O apelo foi feito ontem por Daniel António Afonso, secretário para os Assuntos Jurídicos da JFNLA e coordenador da comissão preparatória do 85º aniversário natalício do fundador do partido, Álvaro Holden Roberto, quando falava durante a conferência de imprensa realizada em Luanda, momentos antes do início de uma marcha que se propunha igualmente prestar solidariedade ao actual presidente Ngola Kabangu.
A moção de apoio ao presidente eleito no congresso extraordinário, em Novembro de 2007, resulta do facto de a FNLA estar a atravessar uma crise financeira, uma vez que, devido à instabilidade a nível da liderança, foram bloqueadas as contas do partido.
Daniel Afonso diz não saber as razões pelas quais o seu partido continua a não receber o dinheiro que lhe é devido porquanto os órgãos da FNLA foram legitimados após a realização do congresso extraordinário.
Para o político, após o anúncio da data das eleições legislativas pelo Presidente da República, afigura-se crucial para todas as formações políticas, em especial a FNLA, na qualidade de partido histórico. "E neste aspecto, a componente financeira é, a todos os níveis, indispensável", rematou.
Daniel Afonso, que é também membro da comissão política permanente (Bureau Político), defendeu que não existem alas na FNLA, tal como se apregoa. "Não existem alas nem clivagens na FNLA como certas pessoas aventam", disse.
Entretanto, o secretário para os Assuntos Jurídicos da JFNLA acrescentou que se a solução dos problemas da FNLA passa por um entendimento interno, o referido entendimento aconteceu com a realização do congresso extraordinário de Novembro de 2007. "Não existe outro procedimento legal que se sobrepõe ao congresso", defendeu.
Na marcha, que partiu da sede do partido, na rua Samuel Bernardo, percorrendo os nove municípios da cidade capital, os participantes manifestaram o seu incondicional apoio à direcção eleita no congresso extraordinário, em que Ngola Kabangu foi eleito presidente.